Jacaré-tuxaua (Purusaurus brasiliensis)


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Bestiário


Nomes alternativos: yakaretubixab (tupi), acayuman-ubutu (caribe), purussauro (português), giant caiman (inglês), caimán-rey (castelhano), vorstkrokodil (holandês)

Comprimento médio: macho: 17 metros, com crânio de 2,5 metros; fêmea: 12 metros, com crânio de 1,8 metro. Altura: até 3 metros.

Massa média: macho: 12 toneladas (+21); fêmea: 4 toneladas (+16)

Hábitat: bacia amazônica, 6.000.000 a.C. a 5.000.000 a.C.

Inteligência Abstrata: -20; Inteligência Concreta: -5; Resistência: macho +4, fêmea +3; Proteção: macho +4 (+3 na barriga), fêmea +3 (+2 na barriga); Tamanho: macho +3, fêmea +2; Saúde: +2; Mobilidade: -3½ (0 na água); Sentidos: +4 (Olfato: +8; Audição: +4; Visão: 0, com visão noturna superior); Dificuldade de treinamento: +4.

Habilidades: Força: macho +22, fêmea +17; Combate: +2; Esquiva: 1; Nado veloz: +7; Corrida (curta): +2/+4; Caça: +2.

Manobras de combate: Mordida: macho +4½/+5, fêmea +3½/+4,; Rabanada: macho: +5/+5, fêmea: +4/+4


Características

O Purusaurus brasiliensis foi o maior jacaré de todos os tempos. Talvez tenha sido também o maior crocodiliano de todos os tempos e, dos crocodilianos gigantes extintos, o que viveu em época mais recente: 5 milhões a 6 milhões de anos atrás. Seus fósseis, encontrados no Acre, perto de um afluente do Amazonas, o rio Purus (daí o nome científico), sugeriam um comprimento de 12,3 metros, mas foi considerado um animal adolescente. Um adulto talvez chegasse a 18 metros de comprimento (alguns falam em 25 metros).

Provavelmente, atingia a idade adulta por volta dos 50 a 60 anos e vivia 120 anos a 150 anos (alguns indivíduos, talvez até 300 anos). Alimentava-se principalmente de tartarugas gigantes e capivaras gigantes, mais do que de peixes ou outros animais aquáticos.

Como outros jacarés e crocodilos, provavelmente ficava de tocaia dentro d’água, apenas com os olhos à mostra e atacava agarrando e prendendo a presa com os dentes e tentando afogá-las arrastando-as para debaixo d’água. Para manter aberta a boca do jacaré, é preciso vencê-lo numa disputa de Forças. Para mantê-la fechada, também, mas com desvantagem de seis graus para o jacaré.

No solo, o jacaré é normalmente lento, mas pode correr com uma velocidade razoável por alguns segundos. Luta com mordidas e rabanadas para defender o ninho, que pode ter 40 a 120 ovos, incubados por cerca de 90 dias. Ovos incubados a 30ºC ou menos geram fêmeas; a 35ºC ou mais, geram machos; e a temperaturas intermediárias, geram filhotes de ambos os sexos. Cada ovo pesa cerca de 1 kg e mede 16 cm x 10 cm. O filhote recém-nascido pesa 600 gramas e mede 60 cm.


Espécies afins

Existiram pelo menos seis espécies extintas de crocodilos gigantescos no período cretáceo:

·   Sarcosuchus imperator, com 14,4 metros de comprimento, crânio de 1,8 metro, cerca de 8 toneladas e mais de 100 dentes nas mandíbulas, cujos fósseis foram descobertos na Nigéria e Sarcosuchus hartii, encontrado no Brasil, com 15 metros de comprimento e crânio de 2 metros; ambos viveram entre 112 milhões e 93,3 milhões a.C. e eram algo semelhantes ao moderno gavial indiano.

·   Stomatosuchus inermis (99 milhões a 93,5 milhões a.C.), com 11 metros de comprimento e crânio de 1,8 metro, encontrado na Líbia e Egito.

·   Deinosuchus hatcheri e Deinosuchus rugosus com 15 metros de comprimento e crânio de 1,8 metro, encontrados em Montana e Deinosuchus riograndensis, com 16 metros de comprimento e crânio de 2 metros de comprimento, encontrado no Texas (também chamado Phobosuchus riograndensis), que viveram entre 85,5 milhões e 71,3 milhões a.C.

No Cenozóico, além do Purusaurus, existiram pelo menos três outras espécies gigantes, todas na Índia:

·   Rhamphosuchus crassidens e Rhamphosuchus indicus, ambas com cerca de 15 metros, viveram no período plioceno (há cerca de 15 milhões de anos) e eram muito semelhantes ao gavial moderno.

·  Gavialis pachyrhynchus, com cerca de 15 metros de comprimento, contemporâneo do Purusaurus, era um gavial gigante.

 


O Brasil dos outros 500

No Brasil dos outros 500, os purussauros vivem principalmente no lago Parima ou Jacyguaruá, mas também são ocasionalmente encontrados no rio Orenoco e nos grandes rios da Amazônia. Na ilha de Santo Antônio ou Grande Mascarenha, encontra-se também o Deinosuchus riograndensis


Atlântida

No universo de Atlântida, várias espécies de crocodilos gigantescos são encontrados nas águas tropicais de todos os continentes e também nos oceanos.


Solidariedade Galáctica

No Universo da Solidariedade Galáctica, o jacaré gigante purussauro e o crocodilo gigante dinosuco são encontrados nos mesmos hábitats do Brasil dos outros 500 e também no planeta Vênus.